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Na tua mão junto a minha segurando,
Sonhos distantes de viver amando
E esquecendo os constantes deslizes.
Apego-me a lembranças doloridas
Ao detalhe vermelho do teu laço,
Ao gesto gracioso, ao triste abraço
Como um doente a curar as feridas.
Preso a coisas sem importância,
Residindo em labirintos escuros
E chorando por dias de solidão...
À noite, penso em outra distância.
Essa que nasce dos momentos puros
E termina sem nenhuma explicação.
(Pedro Araújo)

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