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Sabe o quanto sofre o meu coração,
Mas finge que não vê os meus apelos
Zomba ainda da minha paixão...
Vento que passa sem uma emoção
Pelas esquinas vazias e sombrias
Da minha amargurada solidão...
Se soubesses de tudo, não ririas
"Meu covarde e constante inimigo".
Aqui nesse peito já se foi há tempos
O que esperas que tenha comigo.
... no lugar brilham os pirilampos
Que enfeitam o túmulo incerto
Da vida que tive de peito aberto.
(Pedro Araújo)
